sábado, 19 de dezembro de 2020

For the one I loved I loved the most.


 



Never saw us breaking apart like that. Personally, I think I'm pretty good in seeing how things will turn out. I've seen us ending up together, of course. Little flat in the village, fresh fruit and vegetables whenever we wanted. Everything you wish you'd accomplished eventually going your way. Me following your lead while doing my thing. I'm in peace with the fact I'm Jack. Not a well written one, but cut from the same cloth. If I had you things would be all right. Right like God was never here.

But He is. Fucking everywhere.

I also imagined us following different paths, you eventually finding out someone who could give you all things I couldn't. I can't. Cause let's be real here, I am all you've ever needed. You know that. Always got your back, always loved you right. Thing is, even though you know I'm all you need, you just want more than me. And I'm plenty aware of my shortcomings, which makes it all worse when I realize you're aware of them as well. And you see all I see wrong in me and you not only agree with me, but also decided to go elsewhere because of it. Even here, I'd imagined we would be close together, somehow. I'd go to your wedding, maybe with a plus one. probably not. And I'b be happy for you. Not bittersweet happy, but genuinely happy for you. You got what you wanted. And I loved you so much that's all I wanted for you as well. And next week we would have drinks and shittalk our own children and partners.

But I hadn't imagined we would turn out like this. Pure silence.

Ren Angst.

And I know why I pulled away, of course. You're so clever you might as well have figured it out, too. I tried as hard as I could to walk near you. You just wouldn't walk with me right?? You'd feel like walking with everybody but me, I saw it. And it's fine now. You have felt like it for a while, longer than you could realize, I guess, since we stopped being friends way before all of it crumbled away. Did you see it as well?? It's so sad. But my tears are so dryed up I can't even feel sad anymore. I can't even feel like I loved you the way I did. Isn't it sad?? I'd like so much to hear from you, even though I don't feel like it most of times. Did you cry for me as I cried for you?? I don't even want you to answer me, 

I know you too much for that, after all.


FALOU!!

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Meditei





Como não tenho ficado acordado até às 2 horas da manhã, minhas paranoias passaram a chegar mais cedo, mais ou menos antes do horário que estipulei pra dormir. Acredito ser um mecanismo estratégico de captura que me deixa alerta até às 2h da manhã para que então elas façam a festa.

Hoje eu tava pensando sobre uma amiga minha. Sobre como a gente não deu muito certo, a angústia que me dá quando penso que ela já não quer mais ser minha amiga, que ela desistiu de mim, que eu desisti dela.  Tava pensando no quão implacável sou, o quão justo é ser assim, o quanto me custa ser inflexível. Minha mente correu de um jeito que instintivamente comecei a dar voltas na única área livre que tenho no quarto -- cerca de 1m².

Tenho lido sobre meditação, tenho visto entrevistas sobre como fazer, o que é meditar, quais são os benefícios disso e ainda assim me vi tentado a burlar as regras. Tava crente que tinha meditado semana passada enquanto dirigia e ouvia Hello Peril. Agora sei que não foi bem assim.

Fechei as cortinas, liguei minha luminária contra a parede para dar aquele ar que a luz indireta proporciona, sabe?? -- Quem curte decoração no Pinterest tá ligado, já! -- e então sentei na minha cadeira. Um minuto é o suficiente, depois eu posso aprender a ficar mais tempo aqui. Sentei na cadeira, mas relaxei demais e não achei ser o correto. Não parecia ser o que o vídeo sobre como meditar me ensinou. Arrumei a cama, encostei minhas costas o mais retas possível na parede e comecei.

Foco na respiração.

Não dava dando muito certo, passei a pensar sobre essa amiga. O quanto a gente nunca mais falou de nada que era nosso. O quanto ela se divertia com todo mundo que a gente conhecia, mas comigo era diferente. Há quanto tempo a gente já não era amigo? Custava avisar? Voltei pra respiração, pois está tudo bem ser fisgado pelos pensamentos,

o importante é voltar.

Me arrumei, minhas mãos estavam em uma posição um pouco desconfortável e é importante estar confortável e bem posicionado porque você pode gastar um tempo ali. Acho que já tinha passado de um minuto aqui nesse ponto. Comecei a pensar sobre o dia que dirigi ouvindo Hello Peril, realmente as duas experiências pareciam a mesma coisa, tenho mais um tipo de meditação no meu arsenal de dois tipos de meditação. Voltei a prestar atenção à minha respiração.

E quase desistir. Toda essa situação com a minha amiga não parecia sair da minha cabeça. E fiquem tranquilos que isso não é nenhum tipo de exposição pra ela, se nem quem curte me ler tá lendo, imagina quem dá de mal comigo?! haha

Além do mais, esse aqui é o meu domínio.

E ela não saia da minha cabeça. Será se eu precisava ser tão duro assim? Eu lembro corretamente do que foi que levou a gente a se distanciar? Por que a gente não volta a se falar? Porra, ela é tão importante pra mim, eu devia pedir desculpas,  ver se a gente volta a se falar. Mas eu não tava lembrando errado, o que aconteceu de fato aconteceu. E imediatamente passei a me sentir inquieto. Não era pra ser assim, o Sam Harris me prometeu que não seria assim! Algo estava errado. Relembrei do que me foi ensinado, do método que escolhi pra mim -- que é o "esquece isso de mindfulness, foca na sua postura e na sua respiração". -- Me arrumei novamente e não só capturei o ar ao meu redor como também puxei tudo que tava na minha cabeça pra dentro do meu pulmão.

E foi aí que tudo mudou.

Minha cabeça inteira esvaziou e pude experimentar um silêncio que nunca havia experimentado antes. As motos passavam na rua, os vizinhos faziam barulho, meus pais riam da nova comédia brasileira lançada nos streamings... mas eu tava protegido. Não pude ver, pois estava de olhos fechados -- e também não sei se é assim que vejo essas coisas também, but i digress...-- porém sinto como se ao meu redor houvesse uma camada de silêncio, um vácuo que impedia o som de se propagar no ar, me protegendo de todo ruído -- não só do ruído fora de mim, mas do ruído dentro de mim também, todos os "e se" que me fazem ser tão engraçado, criativo e lamentoso também.--  E não sei muito bem como dizer isso, mas foi quase como gozar calminho. Me sinto muito bem agora. E mal posso esperar pela próxima vez e só sentar num lugar legal, focar na minha respiração, na minha postura, e no silêncio e calma que isso traz.

FALOU!
@koiparadox

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Primeiras notas sobre o minimalismo





 Há dois anos comecei algo que nunca havia pensado em fazer antes: ser o protagonista do rumo que a minha vida toma. E ao contrário do que você possa imaginar, não foi um evento traumático que me fez tomar essa decisão, muito menos uma chamada pra vida... Eu tinha voltado do trabalho num sábado depois de trabalhar 8h. Provavelmente tinha ido dormir mal na noite anterior e capotei no sofá vendo Youtube. Ao acordar, braço ainda rijo sustentando o celular naquela posição que todo mundo faz quando vê Youtube deitado no sofá, tava tocando um vídeo aleatório, que caiu pra mim depois de uns bons 40min dormindo ao som do Youtube. Era um vídeo da Amy Landino, provavelmente sobre bulet journal, morning routines ou qualquer coisa do tipo. Eu fiquei encantado, era tudo que eu queria ouvir, tudo que eu precisava saber. Daí o pulo pro minimalismo foi quase que instantâneo, e dela passei a ver os vídeos do Matt D'Avela, dos caras do The Minimalist e com eles todos os outros grandes nomes desse estilo de vida que prometia me dar justamente as duas coisas que eu mais busco na vida: controle e propósito.


Não sou um grande minimalista, na verdade. Eu tenho agora mesmo na minha mesa três livros, 4 cadernos, duas garrafas d'água, 3 fones de ouvido, 1 joystick, 1 copo e 1 lixo -- é isso mesmo que você leu. Talvez esteja na minha primeira grande crise minimalista, em que todos os princípios que me ajudaram enormemente ao longo destes dois últimos anos finalmente serão postos a prova pelo caos que deixei se instalar dentro e fora de mim. Eu não virei um minimalista por conta da clareza e sensação de viver o presente. Eu só gosto de espaços pequenos, e nunca pensei que na minha vida eu poderia arcar com ter muitas coisas, então a ideia de focar no mínimo me parecia muito prática. A ideia de ter o essencial contêm em si até hoje toda a sedução que sinto por uma vida em que os ruídos que o mundo e as pessoas fazem não me deixei acordado pra além da zero hora igual fazem agora. Mas assim como tudo na vida, tudo de bom e tudo de ruim, isso acabou. Me encontro cada vez mais parecido com o homem que eu tenho evitado ser, o homem que eu era. E não vejo outra alternativa senão me entregar ao mindfullness, ao agora. Afinal, o que mais temos se não o agora?


Eu não tenho nada.


Sempre quis escrever um texto sobre minimalismo, o que penso, o que acho legal e ruim. Nestas primeiras notas busco exatamente construir uma linha de raciocínio que faça você, leitor, enxergar os motivos pelos quais eu me rendi. Desisti de seguir o minimalismo que sigo até então. Passei todos esses anos fugindo da única coisa que detesto neste estilo de vida. E fora aquele dia em que eu estava completamente desesperado no Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UnB, passei a vida inteira evitando. A partir de hoje, buscarei me aprofundar na prática da meditação como uma ferramenta de acalmar meus pensamentos confusos e coração acelerado. Não gosto da ideia. Mas o desespero nos faz fazer coisas que de outra forma nunca faríamos -- com a exceção de que, neste caso em específico, esse desespero chegou pra mim há alguns anos atrás, e agora na verdade sinto o desespero de tentar até mesmo o que não acredito, pois todo o resto que eu botaria a mão no fogo só tem me dado queimaduras.


Com sorte, escrevo outras notas sobre o minimalismo. Obrigado por ler até aqui.


FALOU 

sábado, 28 de novembro de 2020

Continue




"Doubt thou the stars are fire,
Doubt that the sun doth move,
Doubt truth to be a liar,
But never doubt I love."

-- William Shakespeare


É um sério perigo se apegar demais as coisas. "O problema é amar demais", já dizia Professor Aquaplay em uma de suas centenas de palestras. Amar demais te faz egoísta, egocêntrico, orgulhoso, violento, inevitável. Apaga a luz dos astros, causa no Sol hipotermia e faz da mentira verdade. Quantas vidas já vi se apagarem no grande esquema das coisas? Quantas vidas, como cinzas, se esvaíram da mão daquele que amou mais do que deveria ter amado? O quão sozinho eles ficaram? O quão dolorido foi deixar de amar? E o quão mais dolorido foi a paz de finalmente conseguir se libertar de tudo o que mais amou um dia? Uma vida desperdiçada frente à uma vida nova. 


"Carry on, my wayward son

There'll be peace when you are done

Lay your weary head to rest

Don't you cry no more"

 --Kerry Livgren

O aperto que dá no peito é surreal, o choro de quem fica é o que comove. Afinal, a morte é só um sentimento. Uma vida desperdiçada frente à uma vida nova. E eu entendo a necessidade de seguir em frente. Mas o quanto dela será desperdiçada ainda? Será se vai valer a pena? Por quê não consigo entender?

Por quê não posso saber agora?

So, carry on,

There's a meaning to life
Which someday we may find
Carry on, it's time to forget
The remains from the past, to carry on"
-- André Matos


FALOU!

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Feliz aniversário, Larissa!





Eu tô com ódio de tudo. Tô com ódio de com você por ter me largado sem nem me avisar. Com você por ter desistido de mim, me deixando cada vez com mais medo de te ver. Com você por ter sido trocada pela namorada principal e ter vindo aqui buscar conforto, atenção -- vai se foder. Com você por não me amar como eu te amo, indo sair com ela como se tivesse esquecido de mim. Com todos vocês por terem esquecido o aniversário da Larissa. Comigo por não ser alguém digno da presença dos outros.

E eu tenho que abrir mão de tudo isso. Por mais que eu queira me segurar nesse ódio e deixá-lo me queimar enquanto eu queimo todos vocês, filhos da puta... eu só tenho que abrir mão de tudo isso. Toda vez que abro mão daquilo que me devora, eu cresço, me torno melhor, mais esperto. Ainda mais grato pelo que ficou. Eu tô me odiando. Tô odiando todos você. Mas vou abrir mão de todo o ódio. E espero que vocês sejam levados juntos também.


@koiparadox

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Diário de Sentimentos #2: O Deboche



Se cê só vive uma vez, cê tem de viver do melhor jeito, não é?? A vida é só mais um baú que cê pega, aproveita puxa papo com aquela pessoa interessante no banco da frente, elogia o brother com uma peita foda, pergunta do perfume que a moça do lado tá usando, fala que cê quer presentear sua senhoura com o mesmo frasco. Ouve um som alto, faz um charme, porra. Nem que seja no terminal, no baú todo mundo tem de descer.

E a tua parada tá chegando.

@koiparadox


terça-feira, 4 de agosto de 2020

Diário de Sentimentos #1: Desamparado




Tive essa ideia de escrever todo dia aqui sobre algo que tenho sentido até o mês que vem. Vamos lá?

Sinto como se não fosse adiantar. É aquela sensação de se ver impossibilitado, entende? Vou explicar como aconteceu:
Estava lá eu de bobeira pela praça quando numa roda de outros amigos meus estava ela lá, falando de si, de suas urgências, desejos, mudanças... E eu gostei. Ela adora dizer que é comunista e eu também, vou fazer o quê?! É o que tenho feito por todos esses anos, toda noite ando na praça, vejo as praças dos outros e lá está alguém que eu gostaria muito de amar, não me perder de amor, sabe?? É mais um amor besta, fraco, quentinho. Obviamente pensei na gente junto, passeios na praia, cerveja gelada, todo o clichê. E aí veio. Eu tava botando meu amor para ninar, me sentindo muito bem com aquilo tudo. Olhei no espelho e quando me vi foi como se tivessem me explicado o como 2+2=4. Eu sou o problema. Muito antes de mim já me fizeram o problema. Não terei nada que quero pois o que eu sou é errado. O que eu sou. E é verdade mesmo. Eu sou o que tem de errado. Quer me convencer que não, filho da puta?! Tenta!! Prova que não sou o que me impede de fazer o que quero, de ter o que quero ter, de viver o que eu quero viver, de ser feliz. "Ah mas o mundo é assim errado mesmo o importante é você..." Não importa! Porque o mundo me fez ser o problema. Ele ganha. Eu perco. Simples assim. Nós dois sabemos disso. "Mas você sabe o Átila..." Foda-se o Átila. Ele tá certo, mas foda-se do mesmo jeito. Porque quem tem de lidar com a dor de olhar tudo que eu quero ir embora antes mesmo de ficar por eu ser quem sou, sou eu. Quem tem de olhar pra toda uma vida e lembrar exatamente de todos os momentos que matei todas as oportunidades que eu tive de ser feliz hoje sou eu. O que é que você sabe?? Cê acha que me entende?? Você não entende nada. Se você não cala a boca e chora, você não entende nada. Você me conhece há anos e nunca nem me viu de verdade, vai achar agora que sabe de alguma coisa?! Enquanto você não puder fazer nada além de calar a porra da boca e chorar,

você nunca vai saber como me sinto.

@koiparadox

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Como me sinto sobre você:



Tenho quase certeza que te amo -- mas não desse jeito, calma lá.
Não é um "eu te amo", mas ao mesmo tempo é muito maior que um "eu gosto de você". Acho que "eu me importo com você" é mais apropriado que qualquer coisa. Eu te respeito e te admiro, e também estou sempre muito interessado em saber das coisas que você faz. Constantemente me pego pensando sobre o que você tá comendo, cozinhando, fazendo, quais coisas você comprou e se gostou delas, "o que você tá pensando?", "posso te ajudar?"
Eu amo passar tempo com você, ter nossos encontros, pilotar você por ai e ainda mais de pegar carona -- cê sabe que eu odeio dirigir. Eu quero muito te beijar e te fazer gozar, mas porra, é tão legal falar com você, conversar e ouvir sobre o seu dia que se eu soubesse que você diria sim pra qualquer coisa que eu falasse, só pensaria em perguntar:
vamo passear?

segunda-feira, 30 de março de 2020

Orobitchstopboros




Eu tava com saudade de ler a sua vida.

Eu tava com saudade de escrever dela também. Fiquei com saudade de muita coisa. Será se ela tá bem lá? Foda-se. Por que eu ainda me importo? O que esse corpo morto tá fazendo aqui??
O Sol tá lascando forte no cerrado da minha vida
secando e rachando minha nostalgia carcomida
sempre no outono é importante
perceber que vem da gente
o que nos deixa impotente
e o pensamento deviante
O vento frio sempre corta a minha paz, e a minha cabeça tá numa eterna nostalgia, e por mais que nós gostemos de magia, nós jogamos e eu to jogando com a palavra que me traz um pouco do que eu tinha lá atrás, antes da tosse que chegou em mim do oeste, e agora eu e eu mesmo tamo vendo quem dos dois a gente mata nesse duelo faroeste. Francamente, acho que pra mim tanto faz. Tudo que eu sei é que minha mente tá por um triz, me vejo preso numa espécie de matriz, repetindo os meus ciclos e impedido de aceitar a ideia de que eu também posso ser feliz.
deixar a ferida virar cicatriz.
riz.

FALOU!