segunda-feira, 18 de março de 2013

Taturana-Estrela: Reflexões Sobre O Modo de Amar



Taturana-Estrela é um cara muito gentil. Claro que tem seus defeitos e tudo mais - por exemplo: chato pra cacete, fala alto e quer ser mais que todo mundo, mesmo sendo imbecil como uma porta - que as pessoas têm. Isso não exclui o fato de Taturana-Estrela ser um cara muito gentil.
Acompanhando a vida dele, o vi se entregar ao espiritual de uma maneira muito linda., coisa que eu gostaria de pelo menos fazer uma vez. A certeza que Taturana-Estrela tem na obscuridade da religião é coisa de outro mundo. Vejo que o mesmo defeituoso de antes agora é um novo defeituoso! A religião trouxe ao Taturana-Estrela uma certa bagagem positiva de valores e adjetivos que são um tanto respeitados e incentivados pelo mundo que nos rodeia.
Só que a religião também trouxe coisas um tanto negativas também. Taturana-Estrela simplesmente se virou a sua incapacidade de controlar as forças do mundo e deixou tudo a merçe de sua divindade. Taturana-Estrela, que já era um merdão, não tem mais a capacidade de se virar sozinho. Ele se tornou a cristalização da incapacidade humana de resolver as coisas sem o uso do sagrado. E isso me abala, me preocupa, pois isso me deixa triste por ele. E me faz pensar se o meu anarquismo nas ações não é só teimosia de rebelde burguês.
Cutting the crap off, outro dia desses estava falando com Taturana-Estrela sobre aR tchuca da vida, certo? E, ele com o jeito boboca de ser pré-adolescente ( 6 anos após sair dessa fase), me falava dessa menina que ele gosta. Colocando-a numa porra de altar e coisas do tipo. Taturana-Estrela quer um amor concedido pelos deuses, então ele ora e espera que o divino lhe dê a força e os meios necessários para conseguir sair da paçoca e arranjar uma namoradinha.
Cara, como eu fiquei puto com Taturana-Estrela!
- Cara, tu devia parar de ser  babacão assim e beijar logo essa menina - soltei, meio muito emputecido. E ele respondeu - Não. Sou um homem de honra, quero um relacionamento provido pelos deuses. E a gente ficou discutindo assim por um dado período de tempo. Eu, tentando explicar a ele que o deus no qual ele acredita não condena o toque ou na "livre iniciativa" de ação. Ele, com os olhos arregalados, não conseguindo compreender o que estav escutando de mim. Quando eu percebi isso, essa falta de... não falta de diálogo, mas sim essa falta de codificação entre o meu raciocínio e o cérebro dele, deixei de mão. E falei  - Taturana-Estrela, faz o que tu pensa ser certo, que pelo menos quando der certo e quando der errado, você vai ter a certeza que você não foi culpado. Faz o que tu pensa ser certo e vai na fé. - Ele escutou. E agradeceu. E então fui embora.
Afinal, é assim que as coisas devem ser. Certo??

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